Coisas que nem eu acredito

Minha Nossa Senhora do Transporte Coletivo, porquê? Sei que sempre posto casos de ônibus aqui mas meus amigos e minhas viadas, não dá pra não dizer. O que foi essa minha volta pra casa hoje? Quandé q’eu vou criar vergonha nessa face regada a Renew e comprar um Novo Uno Rosa Cintilantshy?

Hoje, na verdade a alguns minutos atrás, peguei ônibus com uma mocinha que, pasmem, ela merecia toda atenção do mundo. A gatinha tava ali, sentadinha perto da porta do meio olhando pro nada, fazendo um biquinho do tipo “o busu inteiro ta me olhando então isso exige uma carinha sexy”. Pois bem, como ser sexy usando uma camisa toda trabalhada no rebite formando um coelho da playboy, naquele nível que porta do banco trava antes mesmo da pessoa atravessar a rua pra chegar? E se não bastasse tanto brilho, a malha era rosa! Quédizê, tá bom? NÃO! Tá bunyta? NÃO! Nada basta quando a moda barata te presenteia com um jeans manchado, torando, com porta treco bolsos por todas as partes do corpo. Pois bem gracinhas, o babado do look não é isso que vos descrevo, mas sim o adereço capilar.

GENTE! GEEEEEEEENTE… A FLOR! Antes de qualquer pessoa querer defender a idéia de que pendurar uma guirlanda na cabeça é bonito, CADÊ A FAMILIA DESSA MENINA PRA AVISAR QUE A FLORZINHA DELA TAVA MURCHA? É sério gente.. murchinha. Apontando pra baixo e com um aspecto triste como só uma plantinha debaixo de muito sol é capaz de ser. E eu me perguntava: “Será que isso caiu foi de uma árvore? Mas ta muito bem colocada. Será que ela catou na rua pouco antes de entrar no ônibus e a natureza da boa composição se sentiu tão envergonhada, que preferiu morrer na cabeça da coitada antes mesmo de dar a chance da pobre menina achar aquilo ESTILOSO?!

O fato é que o motorista tava correndo e dirigindo feito louco pelas ruas e depois de ver o grande detalhe, tudo pra mim está explicado. CHOCADA! Foi assim q’eu me encontrava. Quando enfim a projeto de antena parabólica em forma de coelho da Playboy resolve dar sinal e descer do ônibus, e que tudo parecia voltar a pobreza porém a normalidade, me entra um rapaz com moicano gigante, loiro, alisado e argolas imensas penduradas nas orelhas. Antes que eu tentasse decifrar aquele mistério, caí na real de que se tratava de uma menina.

(silêncio)

(reflexão)

Tadinha!

Menina essa que carregava na testa a pergunta: “espelho espelho meu, existe alguém mais sapatão do que eu?”. Bem… Existir eu sei que existe, mas querida.. Me fala de onde veio tanta masculinidade porque me senti um flamingo perto de ti. Quer saber mais? Eu prefiro ter um filho escoteiro do que uma filha calopsita.

Na verdadshy não! Odeio crianças.

Uma resposta

  1. hehehehe
    Assisti anteontem ao filme Dzi Croquettes. É um documentário nacional muito bom. Tem o trailler no YouTube.
    Nosso país tem muitas histórias que a gente não conhece. Não sei se vai estrear em MG também, mas não deixe de ver.

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